tudo o que VOCÊ queria saber & tinha PREGUIÇA de perguntar
mercoledì, luglio 08, 2009
lunedì, luglio 06, 2009
ph CamaleoaCássio Scapin, ator & Tecka Mattoso, contadora de história
domenica, luglio 05, 2009
mercoledì, giugno 17, 2009
jornal com seis letras para se fazer poesia e arte de correr atrás da garota em dia de chuva pela praça em que crianças não sonham mais como Calvin & Haroldo voando sobre a patinete falando de sonhos finitos e liberdades nem tão impossíveis assim como uma vez quando BarroxLilian&Rebecca sonharam JornaldaPraça em conversas pela praça entre um berim-berim e um sanduíche de pernil na barraca da Ângela. e garrafas vazias sobre a mesa 7 no Consulado Mineiro. sete anos. e de novo a música no rádio do carro, pela estrada, on the road again, com vento nos cabelos a assoviar João Gilberto ou Nara Leão em noites de lua cheia com o cachorro de língua de fora feliz de língua de fora com as orelhas balançando com o vento com a língua de fora. Mais uma vez perguntam com quantos paus se faz uma canoa e a resposta para o que não se tem resposta são as letras no papel offset enquanto a menina se exibe em sua micro-saia bem em frente ao Espaço Plínio Marcos e Junior Lopes desenha, desenha freneticamente cabelos desalinhados e uma boca grande que engole língua e beijos quentes e molhados durante o sol meio morno de uma tarde de sábado de inverno. era uma vez um fotógrafo maluco e seus elepês empoeirados e seus livros de Hemingway, poemas bêbados de Charles Bukowski, hotéis baratos de Arturo Bandini & palavras, palavras, mais uma porção delas de Henry Miller, Hilda Hilst, Saramago, James Joyce, Ferlinghetti, Roberto Piva, Jack Kerouac, Pagu, Allen Ginsberg e o Uivo, baby, William Burroughs e mais copos de pinga com delícias do chef Fernando Carneiro na sacada ao vento frio da Cônego Eugênio Leite. Jazz o corpo da namorada que se espreguiça no sofá fazendo caretas e bocas e chamando a atenção de Joe enquanto ele fotografa suas pernas nuas sobre as almofadas vermelhas no estúdio da Oscar Freire e os gatos caminham sonolentos pelo quintal. Black cat, o passado é um rio maldito - acho que ele leu isso em algum livro - e diz baixinho que tudo vai ficar bem. pode ser, ninguém sabe, mas a verdade é que todas as fotografias em preto&brancoemcor descansam sobre a penteadeira do quarto enquanto a guitarra geme gostoso no Teta Jazz Bar. noites de embriaguez, sórdidas lembranças, há um pouco de areia da praia em suas camisas e aquele cheiro de amor de quando tudo era simples, belo e mágico.
Camaleoa é editora do Jornal da Praça.
lunedì, giugno 15, 2009

O projeto O Autor na Praça apresenta, dia 20 de junho, a partir das 14h, no Espaço Plínio Marcos, Luiz Franco Thomaz, o baterista Netinho integrante das bandas Os Incríveis e Casa das Máquinas. O baterista, que já tocava rock’n’ roll bem antes do surgimento da Jovem Guarda, autografa o livro Netinho - Minha História ao Lado das Baquetas (Editora Minuano) e conversa com o público num bate-papo contando, por exemplo, quando teve o primeiro contato com o ritmo ao badalar o sino de ferro de uma igreja, como se tivesse nas mãos baquetas de ferro. Eram os tempos de Itariri, no litoral de São Paulo. E ele não deixa escapar a associação premonitória contida no nome: na língua dos índios, “Ita” é pedra e “riri”, que rola. “Sou um Rolling Stone!”. É mais que uma pedra rolante: é também punk e progressivo, como nos mostrou nos tempos do Joelho de Porco e da Casa das Máquinas, bandas até hoje impregnadas na memória afetiva dos que curtem a música pop brasileira.
Durante a tarde de sábado, O Autor na Praça tem também a participação do artista do grafitti e muralista Eduardo Kobra, que produz um painel e um novo cenário para o Espaço Plínio Marcos e o cartunista Junior Lopes realizando caricaturas do público.
O Jornal da Praça abre espaço, mais uma vez, seguindo as relações de intercâmbio e divulgação de novos talentos, e recebe (sempre e de novo) textos de novos (velhos) colaboradores.
Se você escreve poemas e contos ou tem algum texto bem bacana sobre determinado assunto (toda e qualquer manifestação artística), nos escreva e tenha esse luxo, essa alegria de vê-lo publicado no jornaleco mais gostoso do Planeta, é claro, o Jornal da Praça.
contato: plazajornal@gmail.com
aos cuidados de Camaleoa e/ou Thaís Ito
lunedì, giugno 01, 2009
Thaís Ito, jornalista e poeta, retoma na edição # 68,
O que te inspira?
“Natureza, música, cheiro – de flor, de gente, de bicho, de perfume, de roupa velha – e bolinha de sabão!”
Daniel Infantini, 33, ator e figurinista, além de amante de brechós
“A linha reta, que é base. Quer coisa mais inspiradora que um traço sozinho?”
Luiz de Prince, 23, jornalista e designer
“Cores, formas, pessoas.”
César Martins, 28, produtor
“A beleza, principalmente feminina, porque me faz imaginar coisas interessantes.”
Danilo Oliveira Silva, 21, garçom baiano radicado em São Paulo
giovedì, maggio 28, 2009
Fama
(para Manduka, Erickson Luna e Barroux)
A morte prematura
Endeusa o tipo.
E como saíste cedo
Esquecido, maldito
Tens tudo para
Dar luz ao mito.
Mas uma fama,
Que assim se deita
Desarruma a cama
Atrasa a colheita.
Morte e saudade
Arrebatam o homem
Santificam o nome.
Porém, és mais
Que páginas, jornais
Luz que acende
Sol que arde.
Nunca dependerás
De alarde.
Paulo Thiago é jornalista, antropólogo e poeta.
mercoledì, maggio 27, 2009
Sai a edição # 68, depois de uma ausência de cinco meses, em homenagem a memória do fotógrafo e editor do Jornal da Praça Eduardo Barrox que acontece junto com a retomada do Arte na Praça com as presenças dos performáticos Ivald Granato e José Roberto Aguilar, dia 30, sábado, a partir das 14h, no Espaço Plínio Marcos, na Feira de Artes da Benedito Calixto. Nessa tarde de sábado, Granato e Aguilar farão uma interferência sobre fotografia feita, na década de 80, por Barrox.mercoledì, dicembre 17, 2008
A edição#67 do Sol/Jornal da Praça - que circulou em novembro - também fechou a programação editorial do ano de 2008. O jornal retoma retoma atividades e circulação nos melhores espaços culturais da cidade a partir da última semana de janeiro 2009 quando trará edição especial sobre a cidade de Sâo Paulo e o artista Flávio de Carvalho. deseja a todos um
feliz 2009
repleto de boas realizações

Fechando a programação de 2008, o projeto O Autor na Praça recebeu o poeta recifense João Cláudio Flávio Cordeiro da Silva, mais conhecido como Miró da Muribeca. Criador do mote: “Merece um tiro quem inventou a bala”, Miró apresentou performances poéticas e autógrafos dos livros “Poemas para sentir tesão, ou não”, “Tu tás aonde?” e o DVD "Miró: Preto, Pobre, Poeta e Periférico", um documentário premiado, dirigido por Wilson Freire de Lima, que retrata sua trajetória artística e de vida.
domenica, novembre 09, 2008

Outro destaque da exposição fica por conta das imagens da recém-descoberta ‘mala mexicana’, uma valise que pertencia ao fotógrafo e que ficou perdida por 70 anos. Na mala foram encontradas fotografias inéditas feitas durante a Guerra Civil espanhola, inclusive do movimento dos refugiados saindo de Barcelona em direção à França.
Como não poderia deixar de ser, um dos trabalhos mais polêmicos da exposição é também uma dos mais conhecidos do fotógrafo: O Soldado Caindo, feita em 5 de setembro de 1936 em Córdoba. Como se isso tivesse alguma importância, têm se discutido muito sobre a autenticidade da foto (acima), que mostra um soldado baleado caindo no momento de sua (dele) morte, ainda com o rifle na mão. Na década de 70 do século passado, começaram as especulações de que o soldado teria, na verdade, posado para o fotógrafo e que a cena não seria real.
Seja como for, Capa morreu como viveu: perigosamente. Mais exatamente em maio de 1954, ao pisar em uma mina terrestre enquanto fotografava as manobras francesas no delta do Rio Vermelho.
A Barbican Art Gallery fica na Silk Street, EC2Y 8DS, Londres, e a exposição vai até 25 de janeiro. (MT)
martedì, novembre 04, 2008

Na primeira semana de novembro, tarde de autógrafos do jornalista Wladimir Soares com seu livro Spazio Pirandello, assim era se lhe parece, que conta histórias do restaurante paulistano, um dos mais cultuados na década de 80. O livro tem imagens e registros de momentos inesquecíveis vividos no espaço que era misto de bar, restaurante, livraria e galeria de arte; além de ponto de encontro de artistas e intelectuais.
martedì, ottobre 28, 2008
Roberto PIVA: PIAZZACALIXTOFlavio Viegas Amoreira
Eu vi "Astrakan’’ na Benedito Calixto: "Eu vi uma linda cidade cujo nome esqueci/onde manifestos niilistas distribuindo pensamentos puxam a descarga sobre o mundo’’ e segui até o termino tresloucado entre o desmanche dum sábado de caloroso inverno "sem o amor encontrado/provado/sonhado/sem procurar compreender/imaginar’’; leio, tresleio, sinto as "Piazzas’’ e seus estômagos "nascendo/no lindo lugar/de um amável coração/um banco revirado/cheio de silêncio/a tarde/sorrindo de frio/para poucas/cenas de ciúme ou Rimbaud beijando as pessoas/sua máscara lógica/dor irradiando/no ar/sobre o olhar sonâmbulo do anjo que ainda grita’’. Em tempos de literatura broxa, tive momento mágico: fui um anjo de Win Wenders espreitando o arcano bruxo: fiz-me Nietzsche até Santos: "Corre o rio do meu amor para o insuperável? Como não encontraria um rio enfim o caminho do mar?’’
Ficamos loucos na piazza piviana: "No alto do Viaduto o louco colava pedacinhos de céu na camisa de força destruindo o horizonte a marteladas/a Morte é um REFRÃO NO CRÂNIO SEM JANELAS’’. Eu que te buscava Roberto Piva: "apalpo teu livro onde as estrelas se refletem como numa lagoa". Torno ao Oceano e Roberto Piva faz-me lembrar urubus e garças atômicas. Um meteoro devastador não detêm ímpeto poético: seguirei "Apophis’’, o asteróide rompedor cantando uma ode cósmica. A morte é a ficção dos não-iniciados. Filho de Sodoma, Ludwig II benedito-maldito: Oceano-me.
www.revistapausa.blogspot.com
lunedì, agosto 04, 2008
Destacado autor e ator de teatro, cinema e televisão, Gianfrancesco Guarnieri - falecido em 2006 - também se destacou como cronista, embora essa sua produção seja pouco conhecida. Convidado por Jorge da Cunha Lima - na época editor do jornal Última Hora paulistano - Guarnieri escreveu crônicas diárias retratando a vida dos trabalhadores, sempre na segunda página do caderno cultural do periódico, o UH Revista, entre fevereiro e abril de 1964.O resgate dessa faceta quase desconhecida de Guarnieri deve-se ao trabalho do jornalista Worney Almeida de Souza que, além recuperar as crônicas ilustradas com trabalhos do cartunista Otávio, fez um levantamento das manchetes da publicação, descrevendo a evolução da conjuntura nos meses que antecederam o golpe militar. O livro - lançado no projeto O Autor na Praça em agosto - ainda traz biografias e uma ampla compilação da produção intelectual de Guarnieri, incluindo a memória da peça O Filho do Cão, que o autor encenava no período focalizado.
O lançamento também celebra os 50 anos da primeira encenação da peça teatral Eles Não Usam Black-Tie (22 de fevereiro de 1958), que levou ao palco o cotidiano dos trabalhadores urbanos brasileiros, além de ter se tornado uma espécie de osso duro de roer para os militares golpistas.
de Gianfrancesco Guarnieri,
ilustrações de Otávio,
organizado pelo jornalista
Worney Almeida de Souza
sabato, luglio 26, 2008
lunedì, luglio 21, 2008
happening poéticono Autor na Praça
no Espaço Plínio Marcos
na Feira de Arte da Praça Benedito Calixto
produção Rita Alves
Manifesto Utópico-Ecológico
em Defesa da Poesia & do Delírio
Invocação
Ao Grande deus Dagon de olhos de fogo, ao deus da vegetação Dionisos, ao deus Puer que hipnotiza o Universo com seu ânus de diamante, ao deus Escorpião atravessando a cabeça do Anjo, ao deus Luper que desafiou as galáxias roedoras, a Baal deus da pedra negra, a Xangô deus-caralho fecundador da Tempestade.
Eu defendo o direito de todo ser Humano ao Pão & à Poesia. Estamos sendo destruídos em nosso núcleo biológico, nosso espaço vital & dos animais está reduzido a proporções ínfimas quero dizer que o torniquete da civilização está provocando dor no corpo & baba histérica o delírio foi afastado da Teoria do Conhecimento & nossas escolas estão atrasadas pelo menos cem anos em relação às últimas descobertas científicas no campo da física, biologia, astronomia, linguagem, pesquisa espacial, religião, ecologia, poesia-cósmica, etc., provocando abandono das escolas no vício de linguagem & perda de tempo em currículos de adestramento, onde nunca ninguém vai estudar Einstein, Gerard de Nerval, Nietzsche, Gilberto Freyre, J. Rostand, Fourier, W. Heinsenberg, Paul Goodman, Virgílio, Murilo Mendes, Max Born, Sousandrade, Hynek, G. Benn, Barthes, Robert Sheckley, Rimbaud, Raymond Roussel, Leopardi, Trakl, Rajneesh, Catulo, Crevel, São Francisco, Vico, Darwin, Blake, Blavatsky, Krucënych, Joyce, Reverdy, Villon, Novalis, Marinetti, Heidegger & Jacob Boehme & por essa razão a escola se coagulou em Galinheiro onde se choca a histeria, o torcicolo & repressão sexual, não existindo mais saída a não ser fechá-la & transformá-la em Cinema onde crianças & adolescentes sigam de novo as pegadas da Fantasia com muita bolinação no escuro.
Os partidos políticos brasileiros não têm nenhuma preocupação em trazer a UTOPIA para o quotidiano. Por isso em nome da saúde mental das novas gerações eu reivindico o seguinte:
1 - Transformar a Praça da Sé em horta coletiva & pública.
2 - Distribuir obras dos poetas brasileiros entre os garotos (as) da Febem, únicos capazes de transformar a violência & angústia de suas almas em música das esferas.
3 - Saunas para o povo.
4 - Construção urgente de mictórios públicos (existem pouquíssimos, o que prova que nossos políticos nunca andam a Pé ) & espelhos.
5 - Fazer da Onça (pintada, preta & suçuarana) o Totem da nacionalidade. Organizar grupos de Proteção à Onça em seu habitat natural. Devolver as onças que vivem trançadas em zoológicos às florestas. Abertura de inscrições para voluntários que queiram se comunicar telepaticamente com as onças para sabermos de suas reais dificuldades. Desta maneira as onças poderiam passar uma temporada de 2 semanas entre os homens & nesse período poderiam servir de guias & professores na orientação das crianças cegas.
6 - Criação de uma política eficiente & com grande informação ao público em relação aos Discos-Voadores. Formação de grupos de contato & troca de informação. Facilitar relações eróticas entre terrestres & tripulantes dos OVNIS.
7 - Nova orientação dos neurônios através da Gastronomia Combinada & da Respiração.
8 - Distribuição de manuais entre sexólogas (os) explicando por que o coito anal derruba o Kapital
9 - Banquetes oferecidos à população pela Federação das Indústrias.
10 - Provocar o surgimento da Bossa-Nova Metafísica & do Pornosamba. O Estado mantém as pessoas ocupadas o tempo integral para que elas NÃO pensem eroticamente, libertariamente. Novalis, o poeta do romantismo alemão que contemplou a Flor Azul, afirmou: "Quem é muito velho para delirar evite reuniões juvenis. Agora é tempo de saturnais literárias. Quanto mais variada a vida tanto melhor ".
Roberto Piva
martedì, luglio 08, 2008

domenica, giugno 22, 2008

Celso de Alencar
caminhavam nas margens do rio
os homens que falavam com paciência.
Iam com lentidão
levando cestos com laranjas
e sacos de panos toscos
com três cachorros e quatro coelhos
recém-nascidos, dentro.
Eu lhes disse que os peixes
que nesse rio viviam
foram trazidos de outro rio
e todos eram fêmeas
e pariam filhotes com olhos
e bocas de mulheres que
amamentavam durante à noite.
Em nada que de mim saía, acreditaram
e continuaram o percurso.
Olhei o rio e os peixes.
As pessoas curvadas que se distanciavam.
Senti cheiro de suco de laranja
escorrendo nos meus braços,
sons estranhos de choro de cachorros
vagido de coelhos
e curtos gritos de homens.
Rita Alves
Lambeu meu lábio
Riscou lentamente um rio no meu rosto
Leite morno
Que eu bebo sozinha
venerdì, giugno 20, 2008
lunedì, maggio 12, 2008
Beneditogiovedì, maggio 08, 2008
Vivian está no Brasil gravando seu primeiro disco, com instrumentistas brasileiros. Noite dessas, de passagem e chuva pela Benedito Calixto, foi como se estivesse sendo levada pelo vento. À medida que ela me mostrava suas letras e melodias, senti um gosto peculiar do nosso país muito bem resolvido e misturado ao cheiro de café no ar, que pairava tranqüilo enquanto borboletas coloridas podiam dançar junto aos mosaicos dos jardins de Gaudí, tudo ao mesmo tempo. O trabalho, agora bem solidificado e às vésperas de ser projetado para o mundo, merece ser conferido.













